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terça-feira, 29 de março de 2011

O discurso do presidente Obama


Gostaria de deixar claro que sou absolutamente contra guerras, especialmente, quando um PAÍS coloca o seu nariz em todos os conflitos mundiais, nesse caso na Líbia. Fiquei muito decepcionada com a posição do presidente Obama.

Como sempre, em seus discursos, ele age como um mestre para convencer o povo de que o seu governo está certo. Obama apresenta alguns pontos que eu concordo, mas não ao ponto de bombardear uma nação. Como, por exemplo, o fato de Moammar Gaddafi viver num regime de ditadura aterrorizando e matando o seu povo - É absolutamente inacreditável o que os humanos fazem por PODER.  Explodir seus próprios hospitais e escolas é algo insano. Isso é contra os princípios humanitários. Mas seria mais fácil condenar Gaddafi com os crimes que tem cometido do que matar pessoas que podem ser inocentes. Como capturar Gaddafi eu não faço a menor idéias, mas seria mais humano do que usar bombas ou até gastar dinheiro com armamentos. Isso só deixará as empresas de armas mais ricas.  

Obama também congelou mais de 33 bilhões de dólares dos investimentos que Gaddafi tem nos Estados Unidos. O presidente promete retornar esse dinheiro ao povo da Líbia. Obama também promete não colocar tropas na Líbia.  

Reino Unido, França, Canadá, Dinamarca, Noruega, Itália, Espanha, Grécia e Turquia são os países que estão unidos com os Estados Unidos para derrubar o regime de Gaddafi. Só quero saber se esses países ajudarão a reconstruir a Líbia também?  

Eu acredito que a Libia precise de ajuda. A população da Libia vivi num pesadelo por cerca de 40 anos. Eles tem sim o direito de lutar contra esse regime nessa guerra que deveria ser civil. 

O povo americano não está feliz, um comentário no Youtube para o vídeo do discurso de Obama mostra um pouco da situação: "A taxa de desemprego de março mostrar ao presidente que nós precisamos de comida e não pagar guerras. Ele afirma que alimentará os líbios, isso é um uso indevido do dinheiro americano contribuinte. Nosso povo está com fome também. 

A ONU também deveria ter melhores estratégias para solucionar esse problema. Eu também achei engraçado o fato do presidente não tem mencionado em seu discurso a palavra OIL (Petróleo). 

E você, qual a sua opinião? 

Paula Protazio Rostron

2 comentários:

Unknown disse...

Paula, para que possamos escrever ulgo com fundamento, devemos sair do "eu acho" para os fatos reais. Sua opiniao eh super valida, mas nao tem embasamento historico algum. Os Estados Unidos nao "meteram os nariz" em nada...foram solicitados e cobrados por varias nacoes. Talvez se tivessem feito isso na epoca do holocausto (onde os Estados Unidos demoraram para agir e derrubar Hitler) talvez muitos judeus tivessem sido salvos. Voce precisa enteder que os Estados Undios sao o maior pais em potencia de armamento e forcas armadas. E eh por isso que ele sempre se envolve. Interesse politico sempre ha, nao samos mais criancas e sabemos que assim eh o mundo. Mas saiba que vidas estao sendo salvas e nao caia na propaganda daqueles que se fazem de vitimas. Nos brasileiros temos o defeito de repetir o que os outros falam e fazer daquilo a nossa opiniao, sem tem fundamento historico. Como brasileira e americana, vejo os dois lados, as diferencas e defeitos. Mas leio muito e consigo discernir melhor quando embasada em fatos concretos e imparciais. Um abraco e boa sorte! Marcela

Acontece, ao meu redor disse...

Resposta a minha leitora!

Marcela, muito obrigada pelo seu comentário. O meu interesse no blog é realmente gerar discussões e ter um espaço aberto para opiniões. Você tem toda razão, eu deixei de comentar sobre os fatos históricos e somente enfatizei o discurso do presidente Obama. Então vamos a fatos concisos.

Eu concordo que os Estados Unidos deveria ajudar outros países em crises, porém a história mostra que isso nem sempre foi a decisão certa.

O Iraque é um país melhor sem o ditador Saddan Hussan, mas a que custo para a américa do norte? Essa é uma guerra sem vencedores e sem fim.

Outro exemplo é a Somália de 1992. Os Estados Unidos e as Nações Unidas tentaram intervir e restabelecer a paz no país, mas tudo saiu pela culatra. Essa foi a operação denominada Onusom II (Operação das Nações Unidas na Somália). Contando com ajuda humanitária e de alguns países como Paquistão, Nigéria, Itália e França, uniciou-se a caça contra o general Mohamed Farah Aidid. Porém, após perder vários soldados o presidente americano Bill Clinton anunciou a retirada de suas tropas, em1994. Conclusão, a Somália continua num caos total e as Nações Unidas parece ter esquecido desse país que assim como a Líbia também vive num pesadelo constante.

Se os EUA e a NATO/ OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deve ajudar outros países, a Líbia não deve ser a primeira. Há outros países em pior situação, como o Irã e a Coréia do Norte. As pessoas desses países não são fortes o suficiente para revoltar-se. Incluo aqui também a situação desumana no Congo, na África.

Em relação ao holocausto, como poderia os Estados Unidos intervir nesse massacre contra os Judeus se naquela época ele ainda não era a super potência como é hoje. Além disso, os Estados Unidos só entraram na segunda guerra mundial por causa do ataque japonês em Pearl Harbor.

É hipócrita acreditar que há somente interesse humanitário nessa guerra da Líbia. Como diria William Sheakespeare "Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia".

Quero lembrar um fato interessante sobre o governo Britânico, um dos países envolvidos na guerra da Líbia: o ataque terrorista ao voo da Pan Am 103 em 1988. O avião que saio de Londre com destino a Nova Iorque deixou 270 pessoas mortas. Esse evento foi denominado o desastre de Lockerbie. O responsável por ordenar o ataque foi Gaddafi, mas a única pessoa condenada foi Abdelbaset al-Megrahi em 2001. No entanto, o líbano foi libertado em 2009 por razões humanitária após ser diagnosticado com câncer de próstata. Ele teria três meses de vida. O outro lado da história - Há suspeitas de que Al-Megrahi foi libertado devido a um acordo feito entre o governo Britânico e a Líbia. A gigante BP poderia perfurar os seus solos em troca da libertação de Al-Megrahi, que inclusive continua vivo e mora na Líbia. Informação: 85% do petróleo Europeu sai da Líbia.

Essa guerra não é sobre pessoas e sim sobre petróleo. Se fosse sobre pessoas, como disse anteriormente, existem outros países com necessidade de ajuda humanitária. É sobre petróleo porque existe uma guerra civil na Líbia e não há nenhum controle sobre isso. A França, a Escócia, Itália, etc, estão perdendo oportunidade e dinheiro com a instabilidade da Líbia.

Eu só espero que não seja mais um massacre ao povo da Líbia ou a qualquer nação que lá entrar.

Continue deixando os seus comentário e muito obrigada!

Paula Protazio Rostron